Trânsito

01/12/2011 14:11

 

Jornal Gazeta do Sul - Edição de 21/12/2009 - Panorama

 

    O movimento intenso dos últimos dias no Centro de Santa Cruz está agravando um velho problema: o estacionamento de carros na entrada de garagens e defronte de farmácias, onde o limite é de 15 minutos. Alguns chegam a deixar os carros sobre a calçada.
 
 
           Alguns motoristas de Santa Cruz não são mal-educados apenas quando estão dirigindo, mas também no trato com as pessoas. E as monitoras do Rapidinho estão entre os alvos preferidos. Segundo o Consepro, que administra o Estacionamento Rotativo Pago no Centro, elas ouvem palavrões, xingamentos e até recebem cusparadas. Um motorista chegou ao cúmulo de passar com a roda sobre o pé da funcionária, engatar a marcha ré e avisar que, na próxima, iria passar por cima dela.
 
           As questões envolvendo o Rapidinho foram discutidas na última quinta, na Câmara, antes da aprovação do projeto que promete, a partir de janeiro, maior rigor na fiscalização dos condutores que costumam ignorar as advertências das monitoras. De parte dos vereadores, os dirigentes do Consepro ouviram um pedido para que seja aumentado o número de funcionárias, para agilizar o atendimento.
 
 
            O presidente do conselho, Carlos Sehn, garantiu que 12 novas vagas poderão ser abertas. Mas, para isso, é preciso que a arrecadação do Rapidinho melhore. Hoje a evasão mensal é de R$ 25 mil, por conta das 1,5 mil cartelas de advertência que não são pagas a cada dia. O Consepro garante emprego para 33 pessoas.
 
 
           Outra questão envolvendo o trânsito, e que deve voltar ao debate em 2010, é a eliminação das faixas brancas, que existem na frente de farmácias e lojas. A intenção da Câmara é que permaneçam apenas as amarelas, previstas no Código de Trânsito, e que contemplam hospitais e órgãos que atuam em urgências e emergências. A carga e descarga no Centro, com caminhões de grande porte, também será limitada.